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PRECISAMOS FALAR SOBRE ROUBOS



E restituir-vos-ei os anos que comeu o gafanhoto, a locusta, e o pulgão e a lagarta, o meu grande exército que enviei contra vós.


  Uma vida na qual Cristo não é Senhor, é uma vida de roubos e se você se encontra nessa fase, tenho certeza de que vai se identificar com o que eu vou dizer aqui. Uma vida na qual Cristo não é Senhor, é uma vida de roubos.
 Nós somos filhos de Deus através de uma adoção e esse direito recebemos 
 quando cremos, mas antes de chegar nesse ponto, andávamos como órfãos, como escravos. Um escravo não se senta à mesa para comer, não ganha presentes, afeto, reconhecimento, carinho ou amor. Um escravo simplesmente existe e ninguém se importa com o que ele sente, com o que ele sonha (se é que ele ainda consegue sonhar), com o que ele precisa ou com o que ele merece. Um escravo simplesmente existe e passa a vida sem um propósito, uma coisa maior, algo que pode dar esperanças. Um escravo é roubado.
 Em contrapartida, um filho é amado. A sua vida tem um propósito e sobre ele é criada a expectativa de um bom futuro e de grandes realizações. Ele se senta à mesa com seus irmãos e ninguém pode expulsá-lo dali, pois ele é herdeiro. Um filho é amado. O pai o protege, se preocupa com ele e não deixam que os ladrões o roubem ou que os homens maus o machuquem. Porque ele é filho, ainda que perca, será restituído.
 Temos sido escravos das nossas convicções e preocupações. Escravos das angústias, da dependência emocional, necessidade de aceitação, problema de rejeição, traumas, receios e o que mais for autodestrutivo. Antes de ter minha primeira experiência com Deus e aceitá-lo na minha vida, eu pude experimentar muitos destes roubos e em todos eles eu não sabia que estava sendo roubada. Muitos de nós tem a alegria roubada, a família roubada, os sonhos, os bens, os amigos, o tempo, a paz e sequer se dá conta disto.
 Uma vez, após ter um dia complicado, eu me deitei e fiquei um tempo em silêncio com Deus na esperança de calar toda a confusão emocional que havia em mim. Aquela tempestade não estava deixando Cristo ser Senhor da minha mente nem do meu coração e ela precisava parar. Depois de um tempo ali, eu abri a minha boca e disse:  O meu dia foi roubado de mim, eu não quero mais ser roubada!. Em questão de minutos eu me senti renovada.
 O que mais tem acontecido nessa geração são os roubos. Os nossos dias, tão curtos e preciosos, têm sido roubados de nós de uma maneira grosseira e hostil através das nossas emoções que regem a nossa vida, mas que não deveriam reger. Repito: Uma vida na qual Cristo não é Senhor, é uma vida de roubos. Aquele dia havia sido desperdiçado, tudo o que eu fiz ao longo daquelas horas foi com pesar e angústia; eu não queria sair da minha cama. E quantas vezes deixamos de aproveitar os momentos, os amigos, a família, o tempo, porque estamos sendo roubados?
 Eu tenho parado para pensar nas coisas que eu nunca vivi, que eu nunca tive oportunidade ou que eu tive e desperdicei por bobagem e arde no meu coração o desejo pela restituição. Não somos mais escravos. Tudo o que exercia senhorio sobre nós, hoje não mais exerce, mas nós continuamos a praticar a escravidão voluntária.
 Encontrei nas escrituras a minha carta de alforria, fomos chamando para a liberdade. Ninguém tem mais poder de nos prender, de nos poupar e ditar os nossos dias. Os nossos medos, complexos e sentimentos carcereiros também não e é por isso que precisamos falar sobre roubos.
 Eles não pertencem à realidade dos filhos.

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